quinta-feira, 3 de maio de 2012

"O Grito", de Munch, é vendido por valor recorde de US$ 120 milhões


NOVA YORK, 3 Mai (Reuters) - A obra-prima de Edvard Munch, "O Grito", uma das obras de arte mais conhecidas no mundo, foi vendida por 120 milhões de dólares na Sotheby's na quarta-feira, estabelecendo um novo recorde como a peça de arte mais cara a ser vendida em um leilão.

O leilão de Arte Impressionista e Moderna da Sotheby's contou com excelentes obras de Picasso, Dali e Miró, mas o vibrante trabalho de Munch de 1895 foi a principal estrela da sala de vendas lotada de colecionadores de arte, negociadores e mídia.

O pastel vibrante teve seu valor de venda estimado conservadoramente em torno de 80 milhões de dólares, porém dois arrematantes determinados que competiam via telefone se sobressaíram, em um grupo inicial de sete pessoas, levando o preço final a 107 milhões de dólares, ou 119.922.500 dólares incluindo a comissão, durante uma batalha de lances que durou quase 15 minutos.

A oferta vencedora foi recebida por um executivo da Sotheby's, e a pessoa que a arrematou não foi identificada.

Uma das quatro versões feitas pelo pintor escandinavo, vendida pelo empresário norueguês Petter Olsen, "O Grito" ofuscou facilmente o antigo recorde de leilões, que era da obra "Nu, folhas verdes e busto", de Pablo Picasso, vendida por 106,5 milhões na Christie's há dois anos.

"Vale cada centavo que o colecionador pagou", afirmou Tobias Meyer, o leiloeiro da noite, que qualificou o quadro como "um dos maiores ícones" das belas artes.

O chefe de arte Moderna e Impressionista da Sotheby's de Nova York, Simon Shaw, chamou-o de "uma das obras visuais essenciais para a consciência moderna", acrescentando: "É talvez o melhor desenho individual que já vi em minha carreira", disse, referindo-se a seu trabalho na casa de leilões.

Outros três quadros "O Grito", incluindo dois que foram roubados e depois restaurados, estão em museus na Noruega.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Matisse em Paris

Uma grande exposição sobre Henri Matisse inaugurada em Paris traz uma nova perspectiva para o seu trabalho, mostrando o meticuloso processo criativo por trás das formas simples e cores estridentes que fizeram o nome do artista francês.

"Matisse: Pares e Séries" explora pela primeira vez como um dos maiores pintores do século 20 repetia a mesma composição diversas vezes, variando cor e técnica, antes de ficar satisfeito com o resultado.

Para um homem mais conhecido como líder do movimento fauvista e pelas rajadas de cor aparentemente espontâneas como no seu "A Alegria de Viver" de 1906, a mostra revela um lado inseguro e contido, que permaneceria inalterado ao longo de sua carreira de seis décadas.

"Nós queríamos desafiar a sabedoria aceita de que ele era um pintor feliz, um pintor fácil, uma espécie de virtuoso de simplicidade e alegria", disse a curadora da exposição, Cecile Debray.

A exposição, que deverá ser um dos destaques da temporada cultural de primavera em Paris, vai até 18 de junho no Centro Pompidou, antes de seguir para o Statens Museum for Kunst de Copenhague (Dinamarca) e, em seguida, para o Metropolitan Museum of Art, em Nova York.

Fonte: http://www.estadao.com.br/

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Onde Andará Petrucio Felker? - A arte contemporânea desvendada...



Onde Andará Petrucio Felker?
Uma sensacional animação de Allan Sieber com as vozes de Paulo Cesar Pereio, Paulo Bett e, Regina Casé.

Para quem não entende bulhufas de arte contemporânea... Simplesmente hilário...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Masp exibe restauração de quadro do francês Poussin

Trabalho de restauração da tela, pintada entre 1634 e 1638, foi realizado com equipes dos dois países

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O Museu de Arte de São Paulo (Masp) inaugura mostra que apresenta o quadro Hymeneus Travestido Assistindo a uma Dança em Honra a Príapo, pintado entre 1634 e 1638 pelo francês Nicolas Poussin (1594-1665) e que passou por vasto processo de restauração ao longo deste ano. A obra volta agora a integrar o segmento A Arte do Mito da exposição com peças da coleção do museu, sem data para terminar. Ao lado dela estão imagens e vídeos que contam sobre a restauração - depois será lançado catálogo e documentário sobre o trabalho, que consumiu 200 mil.


Hymeneus Travestido Assistindo a uma Dança em Honra a Príapo foi pintado entre 1634 e 1638 pelo francês Nicolas Poussin (1594-1665). Foto: JB Neto/AE

Desde janeiro, o quadro de Poussin foi totalmente restaurado, ação que contou com equipes dos dois países, mas, principalmente, pelas mãos da restauradora brasileira Regina Costa Pinto Moreira, profissional contratada do Museu do Louvre de Paris. Ela vive na França desde a década de 1970 e já realizou restauros para diversas instituições europeias. Regina ficou em São Paulo durante meses trabalhando sobre as várias camadas de repintes e vernizes que encobriam o quadro, também reentelado por profissionais franceses. "Dois terços da obra estavam repintados", afirmou Regina. A grande surpresa do processo foi a aparição de um falo ereto na figura central do quadro, o deus Príapo, da fecundidade e dos jardins, que sofreu, em séculos anteriores, "repinte de pudor". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Explosão de cores - Stênio Burgos



A exposição "Stênio Burgos - Pinturas" reúne trabalhos realizados durante 10 anos pelo artista. A individual será lançada hoje, no Museu de Arte da UFC


Fortemente influenciado pela pintura holandesa do século XVII, caracterizada pela riqueza de detalhes, precisão e apuro técnico, o artista plástico Stênio Burgos representa, com o máximo de realismo, a perspectiva, as cores vivas dos objetos e a iluminação das paisagens que vivencia.

Criando um diálogo entre a natureza e a arte, Burgos produz uma pintura semelhante à vida, de onde emergem a incandescência do sertão, a explosão de cores dos jardins e a imensidão verde azul do litoral cearense.
 
Na exposição "Stênio Burgos - Pinturas", a ser inaugurada hoje, às 18h30, no Museu de Arte da Universidade do Ceará (Mauc- UFC), o público pode presenciar um pouco de sua energia cromática.

De acordo com o professor Gilmar de Carvalho, amigo e admirador da obra de Burgos, o artista leva a pintura para outro limiar, ao estar sempre pesquisando cores, composições e texturas.

"Serão mais de 100 trabalhos, distribuídos pelas cinco salas do Mauc. A expressão dele é muito forte, tem muita cor e muita tinta. Suas pinturas são quase como uma catarse", ressalta Gilmar.

O professor argumenta também que as obras de Stênio Burgos se contrapõem ao que chamamos de arte conceitual. "Sua produção é fruto de uma pesquisa de anos, remete à história da arte, não é algo fácil e nem vazio, baseia-se em composições técnicas", enfatiza.

O pintor

Formado em Arquitetura pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Stênio Burgos começou a pintar em 1984, quando estava em Barcelona como bolsista do governo espanhol: "naquela época, me matriculei no curso de desenho e pintura no Estudi Chelsea que preparava alunos para o vestibular da Escola de Belas Artes. Permaneci três anos na cidade e pela primeira vez pude dedicar-me ao ofício de pintar, esquecendo que minha obrigação ali era elaborar tese de doutorado em Arquitetura Popular para a Universidade Politécnica da Catalunha", diz o artista.

Após anos de dedicação à pintura, a poética de Burgos reflete seu cotidiano: as pessoas que lhe cercam, as paisagens de suas muitas janelas, objetos pessoais, entre outros aspectos. Atualmente, ele vive e trabalha em Fortaleza, na fazenda Jatobá, em Crateús, e na praia de Icaraí, em Amontada.

Para a filósofa Olga Paiva, na apresentação do catálogo da exposição do artista, Burgos é como um personagem de Quiroga, aventurando-se pela paisagem urbana. "De sua janela, captura, com seu pincel, cenas, instantes (...) Plantando sonhos, colorindo a orla, bebendo a luz na Terra do Sol", conclui ela.

Com simplicidade e sutileza, o artista semeia paisagens em constante processo de mutação, cheirando vida e instigando a suaves pensamentos. Em sua obra, a forma atrela o processo de pintar ao processo de ver. Cada tela sua é preenchida com tantas lembranças quantas são as coisas colocadas diante dele.

Mais informações

Exposição "Stênio Burgos - Pinturas", abertura hoje, às 18h30, no Museu de Arte da UFC. Segue em cartaz até 23 de outubro. Visitação de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h.

Avenida da Universidade, 2854, Benfica. Contatos: (85) 3366.7481

ANA CECÍLIA SOARES
REPÓRTER
 
Diário do Nordeste - 23 de setembro de 2009



terça-feira, 15 de setembro de 2009

Mercado de arte migra para a internet com galerias virtuais

Gravura de Di Cavalcanti a venda no Queiroz Costa Escritório de Arte
SILAS MARTÍ
da Folha de S.Paulo

Está mais elástico, e mais cheio de pixels, o cubo branco. Na esteira do crescimento do mercado de arte, que viu galerias brasileiras ganharem peso internacional, galeristas põem obras à venda na internet.

Focados em nichos diferentes de mercado, sites como o Invest.art e a Galeria Magenta estão no ar há cerca de dois meses. Juntos, vendem obras originais de mais de 20 artistas e planejam ampliar esse quadro.

Antecipando a concorrência, galerias tradicionais aumentam a presença no mercado on-line. As paulistanas Casa Triângulo e Nara Roesler, por exemplo, estudam abrir um braço de vendas dentro de mercados virtuais como o Submarino. Outras, como a Virgílio e a carioca Novembro Arte Contemporânea, já estão até no Facebook.

Outro braço do mercado também já está on-line: o site InArts cuida do licenciamento de imagens de obras para publicação em livros e catálogos.

"Recebo e-mails todo dia de gente querendo entrar para a galeria", diz Tato DiLascio, dono do Invest.art, que representa artistas como Anaisa Franco e Marcela Tiboni, com obras de R$ 230 a R$ 60 mil. "A internet é mais uma possibilidade."

No ar, mas ainda longe de "bombar", a Galeria Magenta se concentra na produção de jovens ilustradores, com preços mais modestos, de R$ 9 a R$ 6.000. "Não existia mercado específico para isso", diz Fernanda Guedes, da Magenta.

"Galeria de arte não é o lugar mais acolhedor do mundo, tem toda uma aura de sofisticação em que as pessoas muitas vezes não se sentem bem", diz Guedes. "Criar esse ambiente talvez tire esse ranço do exclusivo. Na internet, o cliente pode olhar, observar sem pressão."

Sem pressão nem precisão. Se ficou mais fácil digitar o número do cartão de crédito e esperar a obra chegar pelo correio, pode ser bem mais difícil analisar um trabalho original pela tela do computador.

"Tem um tipo de obra que o colecionador precisa tatear, vivenciar em pessoa para decidir se vai comprar ou não", opina a galerista Luciana Brito. "Seria bom talvez para algumas obras mais baratas ou múltiplos."

Eduardo Leme, da galeria Leme, também prefere o mundo real. "Não sou simpático à ideia", diz. "Tem uma negociação muito mais ampla do que só chegar e apertar o "enter".

"Também tem a ver com descer do pedestal. Arte não se mistura fácil à oferta de passagens aéreas, DVDs, livros e outros itens recorrentes nos carrinhos de compra virtuais. "A gente tem arte em outro patamar", diz Ricardo Trevisan, da Casa Triângulo. "Você não entra na internet para comprar um refrigerador e uma obra de arte. O virtual é virtual, mas a gente está trabalhando na real."

Real ou virtual pouco importam para a galerista Luisa Strina, uma das primeiras a oferecer obras de seus artistas pelo site norte-americano Artnet. "Fora do Brasil, tem regras: a pessoa paga, a gente manda a obra de arte", conta. "Mas aqui as pessoas têm muito medo que a gente mande uma obra estragada, de a coisa não chegar."

Sobre a visualização on-line, Strina acredita que já é possível ter uma boa noção da qualidade do trabalho pela internet. "Tem obras das quais você não precisa ver detalhes", diz. "Cada vez mais as pessoas vão comprar trabalhos pela internet."

Ainda com certo receio, Eliana Finkelstein, da galeria Vermelho, diz que já chegou a vender obras a colecionadores que viram o trabalho pela internet, mas que já conheciam o artista em questão. De virtual, por enquanto, quer vender só os livros e múltiplos do anexo Tijuana.

No mundo só da internet, Fernanda Guedes, da Magenta, admite que "nada substitui ver a coisa ao vivo", mas adianta que é possível observar, pelo site, detalhes ampliados das ilustrações. Tato DiLascio, do Invest.art, diz que comprar on-line leva sempre a uma "surpresa bacana". "Quando chega à sua casa, vê que saiu ganhando."

Acervo do Banco Central tem tesouro em obras de arte

'Garimpeiros', de Tarsila do Amaral, é uma das obras do acervo


RIO - A crise do petróleo e as sucessivas turbulências por que passou a economia brasileira na década de 70 permitiram ao Banco Central (BC) montar um acervo invejável de obras de arte durante aqueles anos. O tesouro é guardado a sete chaves sob a vigilância constante de câmeras e homens fortemente armados no sexto subsolo da instituição, como mostra reportagem de Vivian Oswald na edição deste domingo do GLOBO.
Quase 99% das obras da reserva técnica do BC vêm da liquidação dos bancos Halles de Investimentos e do Áurea (que recebeu as obras da Galeria de Artes Collectio, que foi à falência em 1974). Isso só foi possível porque a legislação bancária criada à época, para sanear o sistema financeiro nacional e ajudar no combate às turbulências econômicas do período, permitiu ao BC tomar os acervos das instituições como garantia dos empréstimos que concedia.
Nas crises internacionais da década de 90 (México, Ásia e Rússia) e nesta que acaba de completar um ano e terá sido a mais grave desde a Depressão de 1929, não foi possível engordar o acervo do banco como os responsáveis pela área gostariam.
Segundo Ricardo Orsini, diretor do Museu de Valores do Banco Central, o sistema judiciário mudou e todas as decisões levam tempo para serem implementadas, sem falar na enorme quantidade de recursos que cabem durante os longos processos judiciais. Com isso, se o BC quiser levar alguma coisa do Banco Santos, por exemplo, terá de esperar um bocado.
Nem sempre o tesouro do BC está ao alcance do grande público, embora todas as obras estejam catalogadas e disponíveis pela internet no site da instituição. Mas a ideia é tentar mantê-las em exposição o máximo de tempo possível, considerando-se as restrições de manutenção.
O BC acaba de inaugurar uma exposição inédita no seu museu com 15 painéis de Candido Portinari. Esta é a primeira vez que são reunidos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mona Lisa ganha vida em exposição high-tech

Visitante observa versão holográfica do quadro de Leonardo da Vinci: exposição também inclui
uma peça multimídia com réplicas em tamanho natura
de estátuas antigas de deuses e deusas gregos e romanos.

PEQUIM - Com seu sorriso enigmático, a "Mona Lisa" de Leonardo da Vinci inspira admiração há séculos. Agora, ela está preparada para responder às perguntas dos curiosos, em mandarim.Uma versão digital e interativa da renomada tela do século 16 é uma das 61 réplicas high-tech que infundem vida a obras de arte da antiguidade e da era clássica na "Exposição Mundial de Arte Clássica Interativa," aberta em Pequim no final de agosto.

São recriações de obras de grandes mestres da pintura e pintores modernos renomados, criadas por uma galeria de arte sul-coreana. O organizador da mostra, Wang Hui, comentou que foram precisos dois anos de preparativos, além de um investimento generoso, para levar as obras à China."O que é especial nesse trabalho é que é a primeira vez em que tecnologia 3D, tecnologia holográfica e tecnologia de reconhecimento de voz são mescladas em uma só exposição," disse Wang à Reuters.

Como a pintura original de Da Vinci, que está no Louvre, em Paris, a Mona Lisa digital é a atração principal da mostra. Ela acena para os visitantes e conversa com eles, que lhe fazem perguntas sobre sua idade e sua vida.

"Oi, sou a Mona Lisa. É um prazer conhecê-lo," diz a pintura em mandarim. "A Última Ceia" é outra tela de Da Vinci que ganha vida digital. Nela, Jesus conversa com os apóstolos e se move pela tela de plasma.

A exposição também inclui uma peça multimídia com réplicas em tamanho natural de estátuas antigas de deuses e deusas gregos e romanos, que se gabam de suas virtudes e beleza e fazem poses.

"Estudei belas-artes na faculdade. Nos estúdios, as obras estão paradas, mas aqui elas estão vivas e se movem. É surpreendente" comentou um visitante, Zhao Yuanzhi.

Ao mesmo tempo em que procura mostrar a arte através de um novo prismas, a exposição tenta responder a uma das perguntas mais perenes do mundo: o que há por trás do sorriso da Mona Lisa. Quando a pergunta lhe é feita, o retrato digital é programado a falar sobre como Mona Lisa engravidou após a morte de um filho, tecendo comentários sobre as dores e as alegrias de sua vida.

Ela também reconhece que muitas pessoas acham seu sorriso misterioso.

Fonte: UNITED PHOTO PRESS

sábado, 29 de agosto de 2009

Para refletir...

  • Apenas 13% dos brasileiros freqüentam cinema pelo menos uma vez por ano
  • 92% nunca entraram num museu
  • 93,4% jamais frequentaram uma exposição de arte
  • 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança, embora 28,8% saiam para dançar regularmente
  • 90% dos municípios brasileiros não possuem pelo menos um desses equipamentos: salas de cinema, teatro, museu ou espaços culturais multiuso
  • 600 municípios brasileiros não possuem qualquer tipo de biblioteca (405 deles ficam no Nordeste e apenas 2 no Sudeste)
  • 1,8 livro per capita/ano é a média de leitura do brasileiro (contra 2,4 na Colômbia e 7 na França)
  • 25 reais é o preço médio do livro de leitura corrente no país
  • 56,7% da população ocupada na área de cultura não têm carteira assinada

Fonte: IBGE

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Curso de Gravura

Inscrições presenciais no Atelier de Arte do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura ou pelo site do Projeto Gravura.
Informações:
(85) 8706 5894 / (85) 3488 8600
Coordenação Geral: Eduardo Eloy - eduardo@projetogravura.org.br
Coordenação Pedagógica: Marcelo Monteiro - marcelo@projetogravura.org.br
Rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema - Fortaleza - Ceará - Brasil

Unifor Plástica

Catavento de libélulas de
Antônio Jader Pereira dos Santos (DIM)
Rumo à Bienal de Veneza
Unifor plástica: em sua décima quinta edição, evento tem como propósito acolher produções significativas das artes plásticas e visuais, com assuntos livres, nas categorias de pintura, desenho, gravura, fotografia e esculturaA Unifor Plástica divulgou a relação dos artistas e obras selecionados para compor sua 15ª edição, que será realizada de 15 de setembro a 13 de dezembro
Um dos principais salões de artes do Nordeste, a Unifor Plástica divulgou a lista dos artistas que irão participar da edição desse ano. Dos cerca de 320 trabalhos inscritos, foram selecionadas 148 obras, distribuídas nas seguintes categorias: 18 desenhos, 26 fotografias, 20 gravuras, 62 pinturas e 22 esculturas. Mais informações sobre os artistas e as produções selecionadas podem ser encontradas e acessadas no site da Universidade de Fortaleza (
www.unifor.br).
Dos trabalhos contemplados serão escolhidos um participante de cada categoria pela comissão de premiação. O prêmio é uma passagem aérea para a Bienal de Veneza, um dos eventos mais importantes do campo das artes plásticas, além de uma ajuda de custo, no valor de R$ 3 mil reais.
O resultado dos primeiros colocados em cada categoria só será divulgado no dia 15 de setembro, durante a abertura da exposição, que ocorrerá no Espaço Cultural da Universidade de Fortaleza (Unifor).
A exposição, que ficará em cartaz até13 de dezembro, tem como uma de suas finalidades acolher trabalhos representativos das artes plásticas e visuais, com temáticas livres, nos campos da pintura, desenho, escultura, gravura e fotografia.
Segundo Max Perlingeiro, em entrevista concedida ao Caderno 3 durante o período de divulgação das inscrições para o salão, pelo ponto de vista da História da Arte, até o século XIX, o que impulsionava a produção artística era a participação das obras nos chamados salões das artes.
Com a passagem dos anos, na ausência desses eventos oficiais, as inúmeras instituições desenvolveram várias iniciativas para fomentar e difundir as artes no Brasil.
"A Unifor Plástica, da Fundação Edson Queiroz, é um exemplo disso. Hoje, ela é tida como uma das atividades de estímulo às artes mais importantes do País, responsável, inclusive, pelo reconhecimento e a introdução de diversos artistas brasileiros, principalmente do Ceará, no mercado nacional das artes", ressalta Perlingeiro.
Novidades
Buscando sempre estar atualizada às questões e tendências que surgem no mundo das artes, a Unifor Plástica 2009 oferece ao público uma programação paralela bem diversificada.
Uma das atividades previstas é o Seminário "Quem tem Medo da Arte Contemporânea?". A programação será ministrada pelo artista e crítico de arte carioca Fernando Cocchiarale, em um curso de dois dias.
Resultado de quatro aulas realizadas pelo crítico em julho de 2003, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em Recife, o seminário apresentará um tom coloquial e um didatismo aberto às pessoas das mais diferentes formações, com graus de conhecimentos diversos sobre a produção contemporânea.
Além disso, pretende servir como uma breve introdução às questões mais candentes e polêmicas que giram em torno da arte atual.
Contudo, o seminário, que será realizado durante a XV Unifor Plástica, apresentará uma série de atualizações referentes às já abordadas na ocasião anterior. Uma vez que o artista contemporâneo está sempre nos surpreendendo e nos convocando para um jogo onde as regras não são lineares, mas desdobradas em redes de relações possíveis ou não de serem estabelecidas. Tendo a subjetividade exposta ao "agora".
Outra novidade anunciada é a implantação, pela primeira vez, de uma sala especial cujo objetivo é ampliar o conhecimento dos visitantes sobre a Arte Moderna no Brasil.
"A sala possui um total de aproximadamente 60 trabalhos de grandes artistas brasileiros, que compõem o acervo particular da Universidade de Fortaleza, que agora será aberto ao público. São eles: Lasar Segall, Anita Malfatti, Adriana Varejão, Almicar de Castro, Di Cavalcanti, Leonilson, Beatriz Milhazes, entre outros", destacou Max Perlingeiro.
Histórico
Na edição anterior, ocorrida em 2007, a mostra, que tem caráter bienal, reuniu um total de 184 trabalhos de 112 artistas, oriundos de estados como Ceará, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. As produções tinham grande riqueza plástica e estética, que também se faz presente na edição atual.

Veja a relação completa dos artistas selecionados em: http://www.unifor.br/notitia/file/3245.pdf

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?Codigo=664797

Mona Lisa ganha vida em exposição de arte high-tech


PEQUIM (Reuters Life!) - Com seu sorriso enigmático, a "Mona Lisa" de Leonardo da Vinci inspira admiração e especulação há séculos. Agora ela está preparada para responder às perguntas dos curiosos -em mandarim.
Uma versão digital e interativa da renomada tela do século 16 é uma das 61 réplicas high-tech que infundem vida a obras de arte da antiguidade e da era clássica na "Exposição Mundial de Arte Clássica Interativa," aberta em Pequim na semana passada.
São recriações de obras de grandes mestres da pintura e pintores modernos renomados, criadas por uma galeria de arte sul-coreana. O organizador da mostra, Wang Hui, comentou que foram precisos dois anos de preparativos, além de um investimento de vulto, para levar as obras à China.
"O que é especial nesse trabalho é que é a primeira vez em que tecnologia 3D, tecnologia holográfica e tecnologia de reconhecimento de voz são mescladas em uma só exposição," disse Wang à Reuters.
Como a pintura original de Da Vinci, que está no Louvre, em Paris, a Mona Lisa digital é a atração principal da mostra. Ela acena para os visitantes e conversa com eles, que lhe fazem perguntas sobre sua idade e sua vida.
"Alô, sou a Mona Lisa. É um prazer conhecê-lo," diz ela em mandarim.
"A Última Ceia" é outra tela de Da Vinci que ganha vida digital. Nela, Jesus conversa com os apóstolos e se move pela tela de plasma.
A exposição também inclui uma peça multimídia com réplicas em tamanho natural de estátuas antigas de deuses e deusas gregos e romanos, que se gabam de suas virtudes e beleza e fazem poses.
"Estudei belas-artes na faculdade. Nos estúdios, as obras estão paradas, mas aqui elas estão vivas e se movem. É surpreendente e vívido," comentou um visitante, Zhao Yuanzhi.
Ao mesmo tempo em que procura mostrar a arte sob uma luz nova, a exposição tenta responder a uma das perguntas mais perenes do mundo: o que há por trás do sorriso da Mona Lisa.
Quando a pergunta lhe é feita, o retrato digital é programado a falar sobre como Mona Lisa engravidou após a morte de um filho, tecendo comentários sobre as dores e as alegrias de sua vida.
Ela também reconhece que muitas pessoas acham seu sorriso misterioso.
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/08/27/mona-lisa-ganha-vida-em-exposicao-de-arte-high-tech-767343188.asp

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

500 anos de mulheres na pintura...

video

Burle Marx, 100 anos...



Conhecido internacionalmente como um dos mais importantes arquitetos paisagistas do século 20, Roberto Burle Marx estudou pintura em Berlim, na Alemanha, no final dos anos 1920. Lá, ele era freqüentador assíduo do Botanischer Garten Und Botanisches Museum Berlin-dahlem, o mais antigo jardim botânico alemão, fundado no século 17 como um parque real para flores, plantas medicinais, vegetais e lúpulo (para a cervejaria do rei).
Esse jardim foi reformado no início do século seguinte e se tornou um dos mais importantes centros de pesquisa em botânica da Europa. Foi lá, a mais de 10.000 km de sua casa no Rio de Janeiro, que o rapaz de 19 anos notou pela primeira vez a beleza das plantas tropicais e da flora brasileira.
De volta ao Brasil, ele continuou seus estudos na Escola de Belas Artes, no Rio. Os jardins planejados por Burle Marx eram comparados a pinturas abstratas, alguns bem curvilíneos, outros de linhas retas, usando plantas nativas brasileiras para criar blocos de cor.
Além de paisagista de renome internacional, ele também foi um pintor notável, escultor, tapeceiro, ceramista e designer de jóias.
Seu primeiro projeto paisagístico foi o jardim de uma casa desenhada pelos arquitetos Lucio Costa (que projetou Brasília) e Gregory Warchavchik, in 1932. Dali em diante não parou mais de projetar paisagens, pintar e desenhar.
Em 1949, Burle Marx comprou uma área de 365.000 m2 em Barra de Guaratiba, no litoral do Rio de Janeiro. Ali começou a organziar sua enorme coleção de plantas. Em 1985 ele doou a propriedade à Fundação Pró-Memória Nacional, entidade cultural do governo federal que atualmente se chama Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Hoje em dia pode-se encontrar um jardim ou uma estufa projetados por Burle Marx em várias partes do mundo, como em Longwood Gardens (Filadélfia), na Universidade da Califórnia, na cobertura da sede de um banco paulista, no aterro do Flamengo (Rio de Janeiro), em Caracas (Venezuela).
Mesmo sem ter uma educação formal em arquitetura paisagística, o aprendizado de Burle Marx na pintura influenciou a criação de seus jardins. Ele aceitava, embora de forma relutante, que "pintava" com as plantas. Mas seu trabalho não pode ser reduzido ao efeito pictórico e visual produzido por suas paisagens. Marx se autodefinia como um artista de jardins.
Conhecido por sua preocupação ambiental e pela preocupação com a preservação da flora brasileira, ele inovou ao usar plantas nativas do Brasil em suas criações e isso se tornou sua característica marcante. Foi ele quem valorizou as bromélias, por exemplo, e tornou-as populares: hoje essas plantas naturais da Mata Atlântica se tornaram conhecidas e são cultivadas em viveiros para serem vendidas. O "estilo Burle Marx" tornou-se sinônimo de paisagismo brasileiro no mundo.
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u645.jhtm
O Queiroz Costa - Escritório de Arte mantém um acervo criteriosamente selecionado com obras dos mais variados estilos, estando apto a atender a todos com a filosofia máxima de intermediar o comércio de obras de arte dentro de um preço justo, tanto para quem vende como para quem adquire, além de uma preocupação constante com a divulgação da arte e de seus expoentes.